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Sex shops em Portugal: o que dizem os estudos sobre o crescimento do mercado

Sex shop em Portugal: crescimento do mercado

Há dez ou quinze anos, a palavra “sex shop” fazia muita gente baixar a voz. Imaginava-se uma loja de montra fosca numa rua secundária, onde se entrava de gola levantada e se saía o mais depressa possível. Hoje, a conversa é outra. Fala-se de bem-estar íntimo nos jornais, os comparadores de preços publicam listas dos artigos mais procurados no Dia dos Namorados e há farmácias online a vender lubrificantes ao lado do protetor solar. Este é um retrato do mercado de sex shop em Portugal com base em fontes publicadas.

Quisemos perceber o que mudou, mas sem cair na tentação dos números inventados que circulam por aí. Por isso fomos ler o que os meios de comunicação portugueses publicaram nos últimos anos sobre o tema. Não há (que saibamos) um estudo oficial e completo do setor em Portugal. O que há são reportagens, dados de lojas e de plataformas concretas — e, juntando as peças, a tendência é bastante clara.

2020: o confinamento que abriu a porta

Quando o país fechou em março de 2020, muita gente descobriu o pão caseiro, as séries de uma assentada e os treinos na sala. E houve quem descobrisse outras coisas. Em maio desse ano, o P3 do Público falou com várias sex shops e marcas do setor. O retrato era parecido de loja para loja: mais visitas aos sites, clientes novos e vendas online a subir. Uma loja de Lisboa referiu um aumento de cerca de 30% nas vendas online; outra falou num crescimento “na ordem dos 20%”.

Na mesma altura, o Observador publicou uma reportagem com o título “Os vibradores têm tido boa saída”. Uma marca europeia com presença em dezenas de países contava que, em Portugal, as vendas — antes residuais — tinham aumentado consideravelmente. Nem tudo eram boas notícias, atenção: uma loja física ouvida pelo jornal, com as portas fechadas ao público, falava numa quebra de vendas. O crescimento, percebe-se, foi sobretudo do lado do online.

Faz sentido. Com as lojas fechadas e o tempo a sobrar, comprar pela internet tornou-se a opção natural. E muita gente percebeu, talvez pela primeira vez, que podia fazê-lo com total privacidade, a partir do sofá.

2021: não foi só um pico

A pergunta lógica era: isto passa quando o confinamento acabar? Em fevereiro de 2021, o Público voltou ao tema com um título que já dizia muito: o mercado dos brinquedos eróticos “continua a crescer”. O artigo citava uma farmácia online que tinha passado de quase nenhum volume de vendas nestes produtos para mais de 500 encomendas regulares, com um crescimento de mais de 600% face a 2019.

O mesmo texto lembrava relatórios internacionais. Segundo a Grand View Research, o mercado global de brinquedos eróticos valia 33,64 mil milhões de dólares em 2020. É um número mundial, não português, mas ajuda a perceber a dimensão do setor de que estamos a falar.

Um ano depois, em fevereiro de 2022, a Impala noticiava, com base em dados da Atida | Mifarma, que as vendas de brinquedos sexuais em Portugal tinham mais do que duplicado em 2021. Um detalhe chamou-nos a atenção: segundo a mesma fonte, mais de 70% destas compras eram feitas por mulheres. Lá se vai o velho cliché da sex shop como território masculino.

O online como nova montra das sex shops em Portugal

O Jornal de Notícias contou outra parte da história: a das lojas físicas que, empurradas pela pandemia, tiveram de modernizar o site e apostar a sério no comércio eletrónico. Uma funcionária de uma loja de Braga resumia bem a mudança: “O virtual é para continuar, porque estamos a vender para zonas do país que antes não vendíamos.”

Esta frase diz muito sobre o interior. Em cidades pequenas, onde toda a gente se conhece, entrar numa sex shop continua a ser um ato de coragem. Comprar online resolve isso de uma vez: ninguém vê, ninguém comenta, e a encomenda chega numa caixa igual a qualquer outra.

2024: o Dia dos Namorados como termómetro

Mais recentemente, em fevereiro de 2024, a Essential Business divulgou dados do comparador KuantoKusta: a procura por este tipo de produtos cresceu cerca de 27% nas semanas antes do Dia dos Namorados, em comparação com o mesmo período do ano anterior. E o gasto médio também subiu, de 36,79 € para 42,18 €. As pessoas não estão só a comprar mais vezes — estão dispostas a investir um pouco mais em qualidade.

O que lemos nestes números

É importante ser honesto: estes dados vêm de lojas, marcas e plataformas específicas, cada uma com a sua amostra. Não são um retrato estatístico perfeito do país. Mas quando o Público, o Observador, o JN e outros meios contam, ao longo de vários anos, histórias que vão todas no mesmo sentido, é difícil ignorar a tendência.

E a tendência, no fundo, é cultural. Fala-se mais abertamente de prazer, de saúde sexual e de vida a dois. As mulheres assumem-se como compradoras. Os casais procuram formas de sair da rotina. E a internet trouxe aquilo que as lojas de rua nunca conseguiram dar a toda a gente: discrição absoluta.

Há também uma mudança de exigência. Quem compra hoje quer saber de que material é feito um produto, como se limpa, se é seguro para a pele. Já não basta uma embalagem chamativa. É uma boa notícia — significa que o setor está a amadurecer.

E nós, no meio disto tudo?

Começámos a Pi Alfa com mel português, em Trás-os-Montes. A área para adultos nasceu mais tarde, precisamente porque percebemos que havia por cá pessoas à procura de uma loja de confiança, próxima e discreta. Não quisemos fazer uma montra escandalosa. Quisemos um espaço calmo, com produtos bem escolhidos e informação clara.

É por isso que a nossa seleção de brinquedos para adultos, lingerie, cosmética íntima e jogos para casais só aparece a quem está registado. Não é por mistério — é por respeito, por quem compra e por quem não quer ver.

Se este artigo lhe despertou a curiosidade, os nossos guias sobre produtos para casais e sobre higiene íntima são um bom ponto de partida.

Quem compra brinquedos sexuais em Portugal

Se juntarmos as várias reportagens, desenha-se um retrato interessante. Já não se trata de um cliente “tipo”, escondido e envergonhado. Os dados citados pela Impala apontam para uma maioria de compradoras mulheres. As lojas ouvidas pelo Público e pelo JN falam de clientes novos, muitos deles de zonas onde antes não chegavam. E o aumento do gasto médio no KuantoKusta sugere que as pessoas estão mais informadas e mais exigentes.

Há ainda outro fator que nos parece evidente, mesmo sem números para o provar: a naturalidade com que os casais falam disto. Oferecer um jogo de cartas eróticas no aniversário de namoro, ou um óleo de massagem no Natal, já não é motivo de escândalo. É, cada vez mais, um gesto de cumplicidade.

Cuidado com os números “virais”

Uma nota final, que nos parece importante. Quando se pesquisa sobre este mercado, aparecem muitos valores redondos e impressionantes, sem fonte clara. Preferimos ficar pelo que conseguimos confirmar: reportagens assinadas, em meios conhecidos, com nomes de lojas e plataformas. Se um dia surgir um estudo nacional sério sobre o setor, atualizaremos este artigo com todo o gosto.

Até lá, fica a certeza de que o tema saiu definitivamente da sombra. E ainda bem.

Perguntas frequentes

O mercado de produtos para adultos está mesmo a crescer em Portugal? As reportagens publicadas entre 2020 e 2024 por meios como o Público, o Observador, o JN, a Impala e a Essential Business apontam todas nesse sentido, sobretudo nas vendas online.

Quem compra mais? Segundo dados da Atida | Mifarma citados pela Impala em 2022, mais de 70% das compras de brinquedos sexuais nessa plataforma foram feitas por mulheres.

Porque é que o online ganhou tanto peso? Pela discrição, pela variedade e pela comodidade. Quem vive longe dos grandes centros passou a ter acesso ao mesmo que quem vive em Lisboa ou no Porto.

Pialfa 18: a nossa loja só para adultos

A Pialfa 18 é a parte da Pi Alfa reservada a maiores de 18 anos registados. Se vive em Macedo de Cavaleiros ou Bragança, a entrega é direta e imediata, sem esperar pela transportadora. Para o resto de Portugal, as encomendas online chegam em 3 dias, sempre em embalagem neutra, sem logótipos nem pistas sobre o que vai lá dentro.

Os produtos e as ofertas só aparecem a quem tem sessão iniciada. Basta criar a sua conta gratuita — leva um minuto — e entrar na área de membros para ver a seleção completa da Eroticoshop.

Conteúdo destinado exclusivamente a maiores de 18 anos.

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